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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Resenha: Sague Quente - Isaac Marion

Sinopse: 
R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. 

Resenha:
Sangue Quente pra mim foi uma grande e maravilhosa surpresa.Bom, mas vamos começar do começo né?

Nunca tinha ouvido falar de Sangue Quente, até que li a resenha desse livro no Burn Book, então eu fiquei muito animada pra ler.MUITO animada mesmo.

Primeiro eu comprei ele por mais ou menos 23 reais, mas dei de presente T-T aí eu encontrei ele por 9,90 e bati o martelo "ele seria meu".

Pois bem, assim que ele chegou comecei a ler, e olha, ME APAIXONEI!O livro é ótimo, é extremamente reflexivo e devo adicionar, super original.Aí, queridos leitores ,vocês me perguntam: "zumbis Babi?Isso é original?", e eu respondo: "TOTALMENTE".

Sim, foi uma surpresa um livro sobre zumbis devoradores de cérebro ser algo tãaaaao original, claro, tem alguns clichês, mas não por parte de ser um zumbi ou uma trama sobre isso, mas sobre a garota, sobre o zumbi, sobre alguns fatos, mas os fatos (não vou contar pois é spoiler) são solucionados de forma madura e aí sim, TOTALMENTE original.

R é um zumbi.Ele mora em um aeroporto e como todos os zumbis não se lembra de seu passado, seu nome, ele só lembra a primeira letra, como M seu melhor amigo, também zumbi.
R vive no piloto automático, mata pra "sobreviver", come cérebros, o que, pelo que entendi dá um certo barato (vai entender), cérebros são iguarias.
Um dia em uma de suas incursões a procura de vivos ele conhece Julie, e sua vida(morte) muda, ele faz o contrario do que se espera, ele não a devora, ele, R, o Zumbi, é tomado pelo desejo de proteger Julie.Ele se sente obrigado a isso, e Julie se torna sua vida, parte dela, a mais importante.
Não vou contar mais do que isso.

Somos apresentados a um cenário de fim de mundo, onde a população de zumbis é maior do que a de seres humanos (os vivos).Gosto de livros com essa temática, gosto de livros onde podemos refletir sobre nossas ações.É, mesmo depois de terminar o livro, eu fiquei pensando na historia, mesmo agora, eu penso em tudo o que vivi com R, um zumbi que redefiniu o termo "morto-vivo" e Julie, uma garota que é tão forte quanto emocionalmente frágil,e madura, sim, não somos apresentados ao mesmo tipo chato de mocinha imatura e clichê, não, Julie não é a virgenzinha assustada, NÃO!, Julie é uma garota forte, que sabe como agir e não se apavorou em muitas situações que muitos caras teriam um belo pit srsrsrs

Gostei da forma que a sociedade dos zumbis é organizada, no aeroporto eles tem "famílias", escola, e pode parecer loucura, ah é loucura sim, mas essa sociedade faz sentido.Mesmo sendo uma coisa muito podre, eles, mesmo não se lembrando de suas vidas humanas, são naturalmente inclinados a formar uma sociedade.Até o zumbis vivem em sociedade.
Então eu recomendo muuuuito pra quem quer fugir do clichê e ao mesmo tempo quer um pouco de clichê.Não fui clara?Bom, acho que não consigo ser totalmente clara falando de um livro maravilhoso como esse.

Minha dica é: não perca tempo, leia esse livro.

Bom, dica dada, vamos aos  adendos:

A leitura não é cansativa, é cheio de ação, muita ação, sangue, sentimentos S2
Quando comecei a ler vi uma ENORME semelhança com o livro A Hospedeira "por que?" bom, por que o livro é simplesmente muito parecido, por que um certo personagem fala com R, DENTRO DA CABEÇA DELE, ele , como um zumbi comedor de cérebros (que por acaso não se lembra do seu passado, ou mesmo do seu nome), quando come cérebros capta as memorias contidas no orgão O.o eu sei é meio non-sense, mas faz sentido, ao menos no contexto.

Então, haters da tia Meyer, não me crucifiquem, quem leu A Hospedeira na certa vai encontrar essa semelhança, ou não.
“Nao sou um general, coronel ou instrutor de cidades, sou apenas um defunto que não quer ser um defunto.” – Página 221

Não sei se sou eu ou mais pessoas perceberam, mas eu senti, de verdade, um ar de conto de fadas no livro, talvez uma mistura de pinoquio ou neste caso diríamos "R o zumbi que queria ser gente", ou "voltar a ser", enfim, e tem um encantamento todo próprio de coisas da Disney, sério, Sangue Quente pode muito bem ser um conto daqueles que vemos nos filmes da Disney, claro, não sendo hipócrita, o livro tem sexo, um pouco.

Os direitos de filmagem deste livro foram vendidos para a Summitt (mesma de Crepúsculo), e em brever estará nos cinemas.

Enfim, gostei da leitura, se tornou um dos meus livros favoritos, e estou ansiosa pra assistir ao filme.

Book Trailer:
Informações:
Título do livro: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Editora: LeYa
Lançamento: 2011
Páginas: 256


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lançamento: Livro "Essas Coisas Ocultas" - Heather Gudenkauf

Olá leitores do Tinta Pink!Tudo bem com vocês?
Hoje trago um super lançamentos da editora Harlequin, o livro "Essas coisas ocultas",  de Heather Gudenkauf , também autora do sucesso O peso do silêncio.

"Essas coisas ocultas" é mais voltado para o suspense, sendo uma  trama de mistério que coloca à prova as relações humanas.Quando este for revelado, consequências avassaladoras transformarão a vida de todos os envolvidos, inclusive a sua!
Novo suspense de Heather Gudenkauf, autora do sucesso O peso do silêncio. As vidas de quatro mulheres convergem em um único ponto: Joshua, um menino de apenas 5 anos. Para duas delas a ligação é óbvia. Claire, a mãe adotiva, e Charm, que o entregou para adoção. As outras, entretanto, ocultam mais mistérios. Allison, livre aos 21 anos após cumprir cinco anos de prisão por crime hediondo, e Brynn, sua irmã caçula, uma menina psicologicamente frágil. Cada uma observa o crescimento de Joshua ao mesmo tempo em que enfrentam seus demônios íntimos e avaliam os papéis que assumiram como mães. 

“Uma história tão real e arrepiante que poderia ter saído de uma das últimas manchetes.” -  Publishers Weekly 

Gostou da história?O livro está com preço promocional de lançamento no site Harlequin, De R$39,90 Por R$ 29,90 COMPRE AQUI

Book Trailer: 

sábado, 24 de setembro de 2011

Resenha: O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

Olá Leitores, hoje trago para vocês uma resenha de um livro muito especial, que deve ser lido por todos...
Informações:
Autora: Jandy Nelson
Titulo: O céu está em todo lugar
Titulo original: The Sky Is everywhere
ISBN: 9788563219374
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 424
Formato/Acabamento: 14x21x27

Sinopse: 
Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...

Resenha:
O Céu está em Todo Lugar me emocionou, não sei explicar o porque totalmente, talvez o fato de a personagem ter uma irmã e amá-la mais que qualquer coisa no mundo, talvez por que ela, como eu, amamos "O Morro dos Ventos Uivantes" e ela, como eu, entendemos a natureza intrínseca de Heathcliff e ela, como eu, gostamos de pensar no amor vitoriano, mesmo que este seja raro...Então sim, é complicado explicar, pois Jandy Nelson, com seu primeiro livro, conquistou um espaço no meu coração, conseguiu colocar seu livro entre meus favoritos, então é isso, O Céu está em todo lugar é um dos melhores livros que li na minha vida, isso não é pouco, O Céu está em Todo Lugar está do lado de O Morro dos Ventos Uivantes, como meu favorito...

Não vou contar o que se pode ler na sinopse, estou tão animada em expressar tudo o que senti, tudo o que vivenciei com Lennie, estou tão animada que na certa devo esquecer mil detalhes importantes sobre a historia, estou tão animada que escrevendo essa resenha me bate aquela vontade de reler O Morro Dos Ventos Uivantes de Emily Brontë, por que esse livro é simplesmente belo!

Lennie em 423 páginas vivencia o luto, a perda de sua irmã mais velha Bailey, seu exemplo, seu apoio, seu porto-seguro, aquela que fazia tudo ficar bem, e agora, Lennie está sozinha, perdida no mundo, sem seu apoio, sem seu exemplo.

Já não batava ter sido abandonada pela mãe ainda bebê ela se vê sozinha sem sua irmã.Nada mais importa.
Não entendo como ela pôde ter feito isso comigo, deixando-me aqui sozinha. Especialmente porque me prometeu a vida toda que nunca, jamais, iria desaparecer como a mamãe fez, que sempre teríamos uma à outra, sempre, sempre, sempre. – Era o único pacto que importava, Bailey!” - Pág 258.
O interessante neste livro é que mesmo sendo narrado em primeira pessoa, você consegue sentir o que se passa com os outros personagens, até os mais secundários são explorados pela autora, ela não fez, o que vejo em muitas obras, esquecer os personagens secundários, isso se deve a delicadeza da personagem principal Lennie, que ao mesmo tempo que está cega por sua própria dor e esquece que os outros também estão sofrendo, ela passa para o leitor a dor dos outros sem mesmo perceber.
"Eu deveria estar de luto, não me apaixonando..."
Pois é, este livro é muuuuuito romântico, e devo admitir que senti falta desse tipo de romance, percebi que fazia muito tempo que eu li um livro essencialmente romântico e agora eu senti de verdade aquela nostalgia, nossa!É tão bom se apaixonar por um personagem, é tão bom perder o fôlego a cada frase apaixonada e oh gosh eu senti!Senti de verdade!E fiquei tão feliz por sentir novamente, não que eu não tenho lido livros com romances, mas ESTE livro é a essência, não é o tipo que "coloca um romance básico pra agradar", NÃO!É o tipo que é o próprio românce, o sentimento em si, e nem consigo acreditar como em um cenário de perda total isso pode ser tão maravilhoso.

Duas palavras: Joe Fontaine
"...anos atrás, estava deitada no jardim da vovó e Big perguntou o que eu estava fazendo. Disse-lhe que olhava para o céu. Ele respondeu - Essa é uma concepção errada, Lennie, o céu está em todo lugar, começa aqui, aos nossos pés.Beijando Joe, acredito nisso, pela primeira vez na vida."  - pag 183
Bom, a estória é complexa, digamos, há vários parênteses a se considerar, por exemplo, cada personagem vive um dilema, um drama em sua vida.
Tio Big sofre de gigantismo e vive chapado, mas seu maior "problema" é se apaixonar, já está em seu quinto casamento e é o conquistador da cidade, ele é um personagem muito profundo, com sentimentos pouco delineados, um romântico incurável.
A vovó Walker vive a perda de sua filha que abandonou suas netas ainda bebês, ela vive a espera de que um dia sua filha volte pra casa, volte para suas filhas, ela é uma das minhas personagens favoritas, pois, ao longo da historia você sente o peso que ela vêm carregando por 16 anos.
E tem Sarah que vive mudando de estilo, sempre a procura de quem é, adoro a personagem por muitas razões.
E temos a família Fontaine, que é muito especial, em seus muitos problemas e dilemas.

Não posso falar muito sobre a trama, mas creio que quem ler irá se apaixonar, eu indico para homens (não adianta torcerem o nariz), sei que vão gostar, e indico para as românticas, que vão se apaixonar...

E preciso destacar o maravilhoso trabalho gráfico da editora Novo Conceito, é simplesmente belo, pois você sente o cuidado que eles tiveram com a obra.

O Céu Está em Todo lugar é um livro muito especial, muito mesmo, e espero ver outras obras de Jandy Nelson.Uma coisa é certa: Ela promete!

Indico!

Uma Otima Leitura!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Resenha: Identidade Roubada - Chevy Stevens

Informações:
Título Original: Still Missing
Tradução: José Roberto O’Shea
Páginas: 256
Formato: 16 x 23 cm
Acabamento: Brochura
ISBN: 9788580410129
LEIA UM TRECHO!

Sinopse:
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado.

Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando.

Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Construído de maneira extremamente original, Identidade roubada é o relato visceral que Annie faz à sua terapeuta dos 365 dias em que ficou à mercê do homem a quem chamava de Maníaco.

As memórias que vêm à luz ao longo de 26 sessões de análise são intercaladas com a história de sua vida desde que conseguiu escapar do chalé: a luta para superar seus medos e se reencontrar, a investigação policial para descobrir a identidade do sequestrador e a sensação perturbadora de que seu martírio ainda não acabou.

Em sua estreia, Chevy Stevens cria uma heroína inesquecível que, depois de sobreviver a uma experiência devastadora, precisa descobrir a verdade para se libertar.

Surpreendente e avassalador desde a primeira página, este thriller psicológico entrou na lista de mais vendidos do The New York Times e foi finalista dos conceituados prêmios Arthur Ellis e International Thriller of the Year.


Resenha:
Identidade Roubada conta a historia de Annie O’Sullivan uma mulher que levava uma vida tranquila, totalmente normal,trabalhava em uma corretora de imóveis em Clayton Falls, Canadá, e tinha a vida planejada, não, ela não tinha a vida PERFEITA, mas dentro dos padrões ela era feliz, tinha um namorado totalmente adequado, Luke, um verdadeiro anjo...Até que sua vida muda quando é sequestrada na saída do seu trabalho...

Devo dizer que esse livro me chocou, não é uma leitura fácil, digo, não é fácil encarar a realidade, quando se sabe que isso de fato acontece, quando se sabe que nesse exato momento uma mulher é mantida em cativeiro como um animal, e no caso de Annie, pior que um animal.

Conhecem a historia da Natascha  Kampusch?Bom, ela foi sequestrada quando criança e passou 20 anos em poder de um maníaco e até desenvolveu um certo afeto pelo mesmo, isso é comum em casos de abuso, em casos como esse, é aquela historia de amar seu agressor...Enfim, não vou entrar no perfil psicológico da situação, mas é bom lembrar que não podemos julgar ninguém que passou por uma tormenta como essa, perder sua liberdade é a pior coisa que poderia se fazer, é um atentado a vida, mas dei o exemplo da Natascha, pois a historia me lembrou bastante a dela, obviamente a personagem Annie passou muito menos tempo e é uma ficção.

Bom, o livro é organizado em 26 sessões, sim, essas sessões são os capítulos do livro, gostei principalmente por causa desse detalhe, pois Annie, ao longo dessas sessões ,conta a sua terapeuta (que é parte essencial na historia, mas não participa tão diretamente) o que aconteceu nos 365 dias que ficou em posse do Maníaco, que é como ela prefere chamar seu sequestrador.É um relato forte, a autora não poupa detalhes, as cenas de abuso são sentidas na própria carne (ao menos eu senti a dor de Annie).

"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir."- Francis Bacon

Essa citação acima, é a tradução do que essa leitura significou pra mim, não é apenas uma historia sobre uma mulher que foi sequestrada e abusada, também é uma historia de superação, uma historia de suspense, com ótimas reviravoltas e um final surpreendente, posso adiantar que tudo que julguei ser certo para o final virou de cabeça pra baixo e me chocou.AMEI!Recomendo esse livro, e estou ansiosa para ler outros livros da autora Chevy Stevens!

Agradeço a Isabella da editora arqueiro por tudo que faz por nós blogueiros e por ser tão gentil!^^ Agradeço a parceria!

Em suma foi uma ótima leitura e recomendo muito, muito mesmo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Resenha: O Doador - Lois Lowry

Informações:
Título Original: The Giver
Tradução: Maria Luiza Newlands
Páginas: 192
Formato: 14 x 21 cm
Peso: 220 g
Nota: 10
Acabamento: Brochura
ISBN: 9788599296448


Sinopse:
Com mais de cinco milhões de livros vendidos no mundo, O Doador é uma fascinante história de transformação e coragem ambientada num futuro distante.
Ganhadora de vários prêmios, a autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal: não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.
Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.
Uma única pessoa, o Doador, é responsável por ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de tornar-se o próximo Doador. Ele é avisado de que será um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.
Ganhador da Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, que prende os leitores pelo drama de seu personagem central, e ainda provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

Resenha:

Escrever sobre o livro "O Doador", uma obra tão maravilhosa e complexa, é difícil, eu li o livro em um dia, faz algumas semanas e quando tentei escrever sobre ele, simplesmente NADA saia, eu não consegui colocar em palavras o que o livro representou, e creio que nem agora estou conseguindo, é complicado, sei disso, quando um livro mexe com você e foi significativo,especial ,palavras não conseguirão descreve-lo e isto está se passando comigo, sentada aqui, neste exato momento escrevendo minha opinião...

O livro conta a historia do garoto Jonas, ele é especial, foi escolhido como o próximo portador de memorias, memorias de um mundo diferente do seu, de uma realidade diferente da sua e memorias de sentimentos, por que amor não é algo preciso e nesta sociedade há algo chamado "precisão de linguagem", o amor não pode ser explicado, logo não é algo real, logo não existe...

É complicado explicar todas as regras desta utopia, é um mundo diferente, eu poderia compará-lo aos livros "Destino", "Feios" , "Jogos Vorazes" e "Delirium"...E posso explicar o por que, porque se trata de uma distópia, uma total ficção, regras não aplicadas ao nosso mundo, tecnologia nunca pensada, pensamento e sociedade controlada, não que sejamos seres totalmente livres, ainda assim somos parte de uma sociedade que ao longo do tempo nos apresenta novas regras...Mas neste mundo, no mundo que a polêmica escritora Lois Lowry criou ,não existe dor, não existe sofrimento, não existe injustiça, não existe preconceito, não existe amor...E não existe escolha, a sociedade escolhe por você.

O livro foi lançado na década de 90, quando o tema não era explorado tão livremente como nos dias de hoje, então vocês podem imaginar como foi polêmico. O livro foi compartilhado nas escolas, depois banido de lá por ser " muito forte" e passou a ser debatido nas faculdades, estudiosos debatiam sua filosofia intrínseca enquanto o livro polêmico crescia em numero de leitores...

Então, lendo algumas resenhas no Skoob me interessei pela obra, posso dizer que quando lia as resenhas imaginei um livro forte, claro, de fato é, mas não tão complexo, tão vivido tão emocionante a ponto de eu chorar copiosamente, sim leitores, eu chorei muito, chorei em algumas cenas onde eu pensava apenas em como tenho sorte de viver em uma sociedade quase totalmente livre comparada ao distópico do livro...Escolhas, escolhas, escolhas...Não somos nada sem elas, não é mesmo?

Na sociedade de Jonas não existe o amor, pois não é uma sentimento claro, cores, todos são iguais e não há preconceito, sentimentos, morte, sexo,algumas poucas mulheres que são escolhidas para serem mães, uma função pouco valorizada , felicidade, aniversários reais,pois todos completam anos juntos no mesmo dia todo ano,todos vivem de acordo com os valores que são passados culturalmente, com as escolhas que são feitas por eles...

Não é um livro leve como eu pensei que seria, é o tipo de leitura que você não conseguirá lagar até chegar ao triste e confuso final...Calma pessoal!Isso não é spoiler, o final é triste?Sim, claro que é, imaginem uma sociedade dessas, você é uma criança de 12 anos que é escolhida para receptar todas as memorias, memorias de dor-amor-guerra-amor-dor-guerra-morte-morte-amor...Você deseja que seu mundo seja como era antes, testa os outros, testa a si mesmo, testa o amor, e procura um resquício que seja do que o mundo era antes, mas não pode, a sua realidade é esta, você guarda as memorias de um mundo totalmente diferente, de um mundo que não é seu e deve viver com esse peso, deve aguentar o peso do conhecimento em suas costas, nas costas de uma criança que deveria brincar e se desenvolver e não conhecer dor e morte e o mais doloroso, conhecer o amor e não poder tê-lo por quer não é aceitável, é inexplicável, não existe.

Eu gostaria de ser mais clara em relação a tudo que vivenciei, gostaria de falar sobre os pais de Jonas, sobre o próprio Doador, um senhor muito bondoso diga-se de passagem, e gostaria que todos lessem esse livro, de verdade, se eu pudesse eu gostaria de obrigá-los a ler esse livro [risos] por que é MUST READ vocês tem que ler esse livro, eu não poderia descrevê-lo em uma única palavra, não poderia de forma alguma, mas gostaria que vocês compartilhassem esse conhecimento comigo, por que é o tipo de livro inesquecível, que pra mim foi muito especial.

E sabe de uma coisa?Esse livro foi inesquecivel para o ator Jeff Bridges (Bravura Indômita), que leu e se apaixonou pela historia, o melhor: ELE COMPROU OS DIREITOS, sim, ele comprou os direitos para uma possível adaptação cinematografica, estou na torcida para que isso se torne real, pois O Doador é um dos melhores livros que li neste ano, e um dos melhores livros que li na minha vida, e vê-lo nas telonas seria uma grande emoçaõ...

Em suma, eu indico totalmente, é um livro maravilhoso, o final é subjetivo, mas vale muito a pena...indico, mil vezes indicarei essa historia.

Uma otima leitura!

Recomendo!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lançamento:Livro "A linguagem das flores" - Vanessa Diffenbaugh


Sinopse:
Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.
Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.
Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

Sobre a autora:


Vanessa Diffenbaugh nasceu em São Francisco. Após estudar pedagogia e escrita criativa na Universidade de Stanford, lecionou arte e redação para jovens de comunidades pobres. Ela e seu marido, PK, têm três filhos: Tre'von, de 18 anos, Chela, de 4, e Miles, de 3. Atualmente, mora com a família em Cambridge.
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